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23 de Agosto de 2017

A sociedade florescente

Poder paralelo

Marcus Siviero, Representante Comercial
Publicado por Marcus Siviero
há 4 anos

Todos nós estamos assustados diante dos fatos recentes, o “poder bandidomostra sua força, assustados sim, porém, não surpresos, a sociedade brasileira promoveu essa iniciativa por séculos, o lobo estraçalha sua vítima e não se considera bandido, o leão, o tigre, até mesmo uma inofensiva pombinha destroça o gafanhoto e, se soubesse, “rezaria” para “Deus” abençoar seu alimento. Há quem duvide que exista uma infinidade de delinqüentes que fazem o sinal da cruz ao acordarem e pedem proteção divina ao se dirigirem para o seu ofício? O sucumbido viu um delinqüente, este se vê umsobrevivente”.

A lei da selva é algo que se impõe com naturalidade, cabe ao “ser” que se considera mais racional que os demais (seres), substituí-la por meios civilizados de convivência. Contudo, o maior entrave, entre outros, a serem vencidos é o que a própria “lei da selva” oferece, ou seja, uma outra lei, a lei da vantagem, os predadores que se classificam como altamente qualificados, ao contrário de usar seus conhecimentos para a melhor distribuição e equilíbrio, o fazem para a rapinagem. Sim, porque existem predadores que a lei favorece e outros que não!

É extremamente fácil notar o princípio das “coisas” que ora presenciamos, os governos fazem as leis que os isenta de todos os crimes, fazem o mesmo às classes que os colocam no poder, a mídia promove, através da publicidade “marrom”, a própria delinqüência, quase os considera heróis, tembandido que mata e corre à frente da “telinha” para se ver ou ouvir falarem do seu glorioso feito, o sistema financeiro (bancos e outros), literalmente “roubam” em nome dos chamados juros de mercado, a maioria das empresas manipulam de todos os modos os consumidores, sonegam de forma aberta ou dissimulada o que, por outro lado, se não o fazem vêm a falir, já que o maior predador da cadeia alimentar (o governo) se, de fato, receber tudo o que tributa, nem empresa, nem trabalhador existirão mais, o sistema de regulamentação brasileiro é simplesmente absurdo, com essa conduta a verdadeira responsabilidade fica sempre em segundo plano, ou seja, o erro regulamentado é aceito, o acerto desregulamentado é crime, o sistema previdenciário, que é outro monstro devorador (inclusive de si mesmo, “existem mais fraudes internas do que externas”), passa seis meses por ano com os departamentos que concedem e pagam benefícios em greve, todavia, os setores arrecadadores jamais param, nos postos de saúde a televisão filma os carentes e necessitados morrerem pela mais completa ausência de assistência, e a propaganda hipócrita mostra leitos e atendimento que não se “vê” nem na Enterprise de “A Jornada nas Estrelas”. Bandido mente menos!

Por que a sociedade sofre? Principalmente porque bandido é bandido e não têm regras, mas, seguramente, porque a própria sociedade aplica como regra fundamental a hipocrisia, diz que faz o que não faz, mostra que é o que não é e, o que é muito pior, jamais poderia sobreviver sem os bandidos, não existiriam mais plataformas políticas, todo o sistema de segurança e de justiça perderiam o sentido da existência, indo além, os morros e as favelas no Rio de Janeiro, p. Ex., e outros locais conhecidos pelo Brasil todo perderiam o “encanto e romantismo” que favorecem o turismo. A sociedade e o crime vivem uma simbiose espúria!

Some-se a tudo isso, os tempos em que a miséria e a fartura andam de braços. Os abastados satisfazem os próprios egos humilhando os desafortunados, mostrando ininterruptamente nos meios de comunicação o quanto a “eficiência” deles (os primeiros) suplanta a inércia” dos derrotados (os últimos).

Do ponto de vista do bandido, a vilã é a sociedade, ela é sofisticada e culta, uma parcela fantástica dela “rouba” e ninguém condena, pois sabe como fazê-lo, aprendeu nas melhores escolas, o faz em forma de juros, tributos, preços abusivos, propaganda enganosa, leis tendenciosas, corrupção, submissão remunerada a interesses internacionais (ONGS), de fato, essas condutas são consideradas astúcia comercial, (o povo morre de fome porque quer)!

Ainda desse “ponto de vista”, o bandido “” o “ladrão” financista, o “corrupto” político, os “abutres” empresários, entre outros e pensa (se é que algo que até degenerou para quase humano, pensa) quando os primeiros passam nos “carrões”, “— Ele olhapra mim como eu fosse excremento...”, nessa hora ele usa sua única arma “cognitivaas presas, como o fazem o lobo, o leão, etc, a ausência de oportunidades dá ensejo a procura e, nesse ponto, a lei da selva prevalece, o predador culto sofistica o ilícito (a vítima morre à míngua), o ignorante comete crime (mata a vítima), por motivos dessa natureza o predador menor (o bandido de rua), busca com seus recursos brutais, instituir uma nova ordem social o poder da selvageria.

Se alguém duvida do que aqui vai escrito, seja sincero consigo mesmo e responda; — Quantas mortes ocorrem por subnutrição, doenças, fome, abandono e infinitas outras motivadas pela prática sórdida de juros pornográficos, por leis que favorecem determinados grupos sociais, por atos políticos que envergonham até o “Diabo” de humilhação já que ele jamais concebeu uma idéia de “tão elevado” teor de eficiência.

Se ainda assim, o Caro Leitor não crê, responda então, no “movimento bandido” que se noticia, são provocadas centenas de mortes diárias e até mais dependentes de noticias, dizemos; “— dezenas de óbitos”, um político fortemente armado de uma caneta, assina uma lei favorecendo alguém (empresa ou classe) e, literalmente pode matar milhares de esfomeados, sedentos, desabrigados, negros, brancos e além, alcança a morte de crianças que sequer nasceram, porém, nascerão condenadas, qual dos dois casos não é crime? E qual mata mais? De fato, quem governa? O povo ou a perniciosa apatia indolente deste mesmo povo? O crime deve ser banido, mas das duas sociedades, da “instituída” e da “florecente”!

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