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14 de Dezembro de 2017
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    Por que somos diferentes?

    Marcus Siviero, Representante Comercial
    Publicado por Marcus Siviero
    há 4 anos

    A questão titular deve ser respondida trilhando uma outra questão, assim, pergunto: — O que é uma máquina?

    Bem, é um artefato, geralmente construído com uma função definida, uma finalidade normalmente útil e produtiva, ou seja, deve ter o menor custo possível em relação à sua utilidade, produzir o máximo possível, e consumir o mínimo relativamente ao seu desempenho. Não podemos qualificá-la como um instrumento “universal”, pois isso seria esperar dela que fizesse tudo o que existe, seu custo seria nulo, e sua manutenção gratuita.

    De qualquer forma, a máquina mudou a face do mundo (é a tecnologia!). Mas, o que tem a ver o cabeçalho interrogativo com esta resposta esquisita? A analogia! Tudo que exerce função costuma receber por termos comparativos o conceito de “máquina”. Agora vamos esbarrar na pergunta, “A máquina governamental brasileira”, é isso, a “máquina fiscal”, a “regulamentar”, a “política”, enfim, toda a parafernália que pensa ou engana que faz o país “funcionar”, de fato, o brasileiro já chegou a “brilhante” conclusão que sem essa “máquina infernal” ele, com certeza, funcionaria. Por quê?

    Porque todas as “máquinas” tendem a ser “universais”, quer dizer, o custo tem direção ao “zero”, o desempenho se esforça aos limites do máximo, a diversificação tem por objetivo fazer tudo, e a manutenção busca a nulidade de custos. Todas as “máquinas” não, a brasileira, apenas pela oportunidade do exemplo, poderíamos dizer que foi feita por algum “cientista louco”, sua concepção (projeto), deixa dúvidas se realmente teve origem no cérebro ou nos intestinos, sua fabricação iniciou-se pelo avesso e a um custo indizível, seu desempenho quando não é nulo retroage, sua diversificação. Ah! Nesse pormenor ela é hiper-eficiente, mete o bico em tudo que existe e, ainda por cima, consegue estragar tudo que toca, mas.., a melhor parte é a sua manutenção para cada coisa que ela não faz ela custa dez vezes ou mais pelo que deveria fazer, o fato é que nós temos uma “máquina infernal” não por ofensa (ao Diabo), longe disso, é que não existe antônimo para a palavra universal”, logo, a mais adequada..!

    Nós dispomos dos melhores códigos de leis do mundo, não cumprem uma única, a não ser quando algum poderoso queira vingar-se de umas verdades que ouviu e as descarrega no coitado que falou, nossos melhores cientistas vão para o exterior, nossos melhores médicos, nossos melhores arquitetos, nossos melhores “tudo” estão “lá fora” porque aqui não são sequer reconhecidos, os melhores “alguma coisa” que ficam por aqui, se pode contar nos dedos de uma única mão quais deles obtém o sucesso merecido, o fato é que empreender no Brasil é temeroso, não porque o negócio em si não funcione, o caso é que não existe “negócio” que consiga manter a “máquina”, esse é um binômio paradoxal, ou seja, é crescente o desemprego é, no entanto, proibido trabalhar! É mentira! alguém já grita, o Brasil tem poderosas industrias, o maior sistema financeiro do mundo e um comércio de alta eficiência, pergunta-se qual dos dois Brasis, sim, porque o que o povo conhece é aquele que ele alcança, não a utopia televisiva que apenas a maciça maioria de vinte mil cidadãos especiais explora diante da expressiva minoria de quase duzentos milhões de pessoas comuns que se apinham uns sobre outros para sobreviverem. Até ladrão se queixa porque a concorrência é desleal!

    É óbvio que a demonstração acima é fácil de comprovar, o pobre Brasil que amamos (não é insinuação irônica, não, amamos mesmo) tem por volta de uns cinco mil políticos, vamos colocar outros cinco mil, a título de cargos de confiança, partidários com emprego e demais burocratas de plantão, bem.., falamos de dez mil atuantes em todos os escalões, por outro lado, deixou-se de fora dessa estimativa o Funcionalismo Público, porque ele é composto principalmente de trabalhadores, em que pese nesse particular, uns poucos (centenas ou milhares) que dispõem de alto “QI” (Quem Indicou) e, por esse motivo, percebem salários pouco acima (uns milhões) dos demais funcionários que trabalham (dezenas ou centenas de vezes mais, nada significativo!).

    Como tudo neste país, o funcionalismo público tem trabalhadores de verdade mas, na seguinte proporção; um digitador, por exemplo, com o fantástico salário de “quase” R$ 1.000,00 (dá para fazer uma verdadeira orgia com isso), por outro lado, uns pouquíssimos “chefes” com cargo de confiança de algum político, no máximo uns trezentos para cada funcionário “que funciona”, com irrisórios salários de R$ 80.000,00 ou 150.000,00 cada um, nem se assuste com isso!

    Bem, voltando aos números, temos dez mil mais os poucos de alto “QI”, vamos dobrar novamente, vinte mil e não se fala mais nisso, do outro lado da “moeda” nos deparamos com uns “poucos”duzentos milhões de brasileiros que lutam desesperadamente e uma parcela enorme (mais de trinta por cento) morre à míngua para pagar os salários dessa fantástica “máquina” que anda “pra” trás. Em que pese, a anarquia oferece muito mais condições que a atual oligarquia!

    Entenda-se, não é o nosso querido País que não funciona, é a “máquina” que criaram para “administrar” o funcionamento Dele que O está quebrando.

    Como foi um “cientista louco” que a construiu, quem sabe, um dia ela explode e vira do “avesso” (quer dizer, direito) e então seremos orgulhosos cidadãos de uma Verdadeira Nação?

    Nação é ordem independente de governo! O povo é autoridade, a máquina servidor!

    Por isso somos diferentes, somos o povo que vive a eterna expectativa, não admitimos ser “terceiro mundo”, por outro lado a “máquina” não nos quer no primeiro, como lutamos para não ser “terceiro” e não vencemos o empecilho que nos bloqueia ingresso ao “primeiro”, aí está a diferença, criamos o “segundo”!

    Sou anarquista convicto, pois qualquer ausência de governo é infinitamente melhor que o atual desgoverno!

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